
Honrada todo ano no dia cinco de novembro, a Deusa Pomona era a responsável pela transformação das flores em frutos na antiga Roma. Tradicionalmente ela é representada como uma jovem mulher com frutas e uma faca de poda nas mãos.
Cortejada por vários Deuses da fertilidade, incluindo Pan, Priapus e Silenus, Pomona recusou todos. Ela casou-se com o Deus Vertumnus, que veio a conhecê-la enquanto estava disfarçado como uma senhora idosa e assim ganhou sua confiança.
Ela e seu marido são listados entre os Numina, espíritos guardiões da humanidade na mitologia Romana. Essa Deusa e seu marido eram responsáveis pela frutificação dos pomares e pelos jardins em geral.
Sua importância era tão grande que ela possuía seu próprio sacerdote, chamado de Flamen Pommonalis e um bosque sagrado à Deusa foi chamado de Pomonal, localizado próximo de Ostia, o antigo porto de Roma. Lá era realizado um festival dia 1º de Novembro em sua homenagem.
As Hamadríades eram ninfas dos bosques. Pomona era uma delas e tinha amor aos jardins e ao cultivo das árvores frutíferas. Enquanto suas irmãs iam se banhar nos rios ou passear na florestas, ela permanecia nas regiões cultivadas de maçãs. Sempre com seu podão na mão direita, impedia que as árvores crescessem demais, podava os galhos secos para dar vida à árvore e cuidava para que não faltasse água às plantas.
Cuidar das plantas era sua única paixão e mantinha o pomar fechado para que os habitantes da região não viessem destruir as árvores. Muitos tentavam conquistá-la, como os faunos, os sátiros, o velho Silvano e Pã, mas Vertumnus a amava mais do que os outros e sempre se disfarçava, ora de ceifador de trigos, ora parecendo pastor, ora se apresentando como pescador, apenas para se aproximar de Pomona e assim ele alimentava seu amor.
Certo dia Vertumnus apareceu disfarçado como uma velha, com os cabelos grisalhos cobertos por uma touca e um bastão na mão. Entrou no pomar, admirou os frutos e elogiou os cuidados de Pomona. Olhando os ramos carregados de frutos que pendiam, apontou para uma planta que subia em um tronco e exemplificou que se aquela planta não tivesse outra para apoiá-la ela ficaria prostrada no chão. E perguntou porque ela não se casava com alguém, já que tinha tantos pretendentes e aconselhou que ela deveria escolher Vertumnus, tecendo muitos elogios e revelando que ele tinha o poder de se transformar em qualquer personagem.
Lembrando-a de que Vênus poderia sentir-se ofendida, ele contou a Pomona a saga de um jovem humilde que se apaixonou por uma linda moça que o desprezava e relatou as declarações de amor que um jovem apaixonado poderia dizer à sua amada antes que morresse de amor e ela se tornasse uma estátua de pedra, já que o frio habitava em seu coração. Pedindo que ela refletisse sobre suas protelações, Vertumnus livrou-se do disfarce e se mostrou tal como era. Pomona sentiu que seu coração se iluminava e quando ele ia renovar seus apelos, ela o aceitou!
Salvas a Pomona!
Imagem: Pintura de Francesco Meizi (1493-1570)