Diwali – Festival das luzes.

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O Diwali, também transcrito Deepavali ou Deepawali, é uma festa religiosa hindu, conhecida também como o festival das luzes que ocorre em alguns países do continente asiático. Celebrado uma vez ao ano, as pessoas estreiam roupas novas, dividem doces e lançam fogos de artifício. Este festival celebra, entre outras histórias, a destruição de Narakasura por Sri Krishna, o que converte o Diwali num evento religioso que simboliza a destruição das forças do mal.

O Diwali é um grande feriado indiano e um importante festival para o hinduísmo, o sikhismo, o budismo e o jainismo. Muitas histórias são associadas a Diwali, onde as luzes ou lâmpadas significam a vitória do bem sobre o mal dentro de cada ser humano. Diwali é comemorado no primeiro dia do mês lunar Kartika, que ocorre no mês de outubro ou novembro, sendo uma época de muita religiosidade, votos de sacrifício e introspecção.

Em muitas partes da Índia é o Baile do Rei Ramachandra em Ayodhya, após 14 anos de exílio na floresta. Sri Rama, um dos avatares de Vishnu, derrotou o mal encarnado em Ravana, que havia raptado sua esposa Sitadevi. O povo de Ayodhya, a capital do seu reino, congratulou-se com Rama por iluminação em fileiras (avali) de lâmpadas (Deepa), concebendo assim o nome do festival: Deepavali. Esta palavra com o tempo, se tornou Diwali em hindi. Mas no sul indiano em alguns dialetos, a palavra não sofreu qualquer alteração e o festival é chamado Deepavali. Portanto, existem várias observâncias do feriado em toda a Índia.

No Jainismo, Diwali é marcado como o nirvana do Lord Mahavira, que ocorreu em 15 de outubro, 527 aC.

Entre os sikhs, o Diwali veio a ter significado especial a partir do dia ao qual houve o retorno a cidade de Amritsar do iluminado Guru Hargobind (1595-1644), que havia sido detido no Forte em Gwalior sob as ordens do imperador Mughal, Jahangir (1570-1627). Como o sexto Guru do Sikhismo, Guru Hargobind Ji foi libertado da prisão juntamente com 53 Reis hindus, que eram mantidos como prisioneiros políticos. Após a sua libertação ele foi para o Darbar Sahib (Templo Dourado) na cidade santa de Amritsar, onde foi saudado pelo povo com tamanha felicidade que acenderam velas e diyas para cumprimentar o Guru. Devido a isto, sikhs referem frequentemente que Diwali também como BANDI Chhorh Divas – “o dia da libertação dos detidos”.

O festival também é comemorado pelos budistas do Nepal, especialmente os Newar budistas.

Na Índia, o Diwali é hoje considerado um festival nacional quanto ao aspecto estético, entretanto é usufruído pelos hindus independentemente da fé.

O Divali envolve muitas histórias do Hinduísmo, principalmente relacionados a Vishnu e Lakshmi sua esposa. Tal como Brahma, responsável pela criação do universo material; Shiva, responsável pela destruição da criação material; Vishnu, responsável pela manutenção, fazendo parte da Trimúrti, a trindade do hinduísmo. Cada uma dessas divindades é acompanhada por sua esposa, sua Shákti, a Deusa associada a ele. Assim a esposa de Brahma é Sarasvati, a Deusa do conhecimento, enquanto Shiva é acompanhado por Parvati, a própria natureza material encarnada. Finalmente, a de Vishnu é Lakshmi, que personifica a riqueza.

Vishnu é muito popular também através de seus avatares, encarnações em diferentes formas, sendo os mais famosos Rama, o herói mítico do Ramayana, um dos grandes épicos hindus; Krishna, personagem central do maior épico da humanidade, o Mahabharata e mais popular deidade da Índia, trazendo o amor divino personificado.

Portanto é uma celebração de vitória, de renascimento e de luz. Acenda várias velas coloridas, decore mandalas com velas de ghi, aromatize seu ambiente com incensos, harmonize com música alegre e sintonize sua alma com positividade e confiança no futuro. O ciclo da vida faz tudo mudar!

Luz em sua celebração!

Imagem: Photo by Ng Chai Hock.

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