Festival em honra da Deusa Atena.

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As Panateneias ou Panatenaias eram festas realizadas em homenagem à Deusa grega Atena patrona da sabedoria, estratégia e das artes. Os romanos a chamavam de Minerva e foi concebida da união de Zeus com a Deusa Métis. Considerada uma Deusa virgem, pedia que os Deuses não se apaixonassem por ela, pois ela ficaria grávida e teria que largar sua vida de guerras e passar a viver em uma vida doméstica. Ela era realmente apaixonada pelo que fazia e nem liga para as coisas que poderiam ocupá-la ao invés de guerrear. Há quem diga que Atena se envolvia com os heróis que acompanhava e até mesmo com Ares, seu grande rival. Sendo tais boatos falsos ou verdadeiros, sabe-se que ela jamais teve romances com mulheres e nem filhos com outros Deuses.

As primeiras Panateneias eram anuais e as segundas, mais importantes, eram promovidas a cada quatro anos. Acredita-se que essas festas tinham como objetivo agradar à sábia Deusa, para que ela protegesse as colheitas. Durante a cerimônia de abertura das grandes Panateneias, passava por Atenas um navio ornado pelo véu de Minerva, um rico manto bordado pelas mais hábeis fiandeiras, tecelãs e jovens das mais tradicionais famílias atenienses. As mulheres carregavam cestos com utensílios para os sacrifícios, os rapazes vasos com óleo e vinho e os velhos ramos de oliveira.

Na celebração das Panateneias, cada tribo da Ática homenageava a Deusa Atena e imolava um boi, cuja carne era em seguida distribuída ao povo. Além dos grandes sacrifícios e ritos religiosos, nas Grandes Panatenéias eram promovidos concursos de beleza para escolher o rapaz mais forte e belo, eventos artísticos, hípicos, atléticos, náuticos e de ataque e defesa. No torneio hípico era disputada uma prova deveras perigosa, onde o carro transportava dois aurigas ou cocheiros; enquanto um deles conduzia o veículo, o outro saltava para fora e para dentro com os cavalos a todo galope. Esse evento está registrado em uma escultura que ornamenta um dos frisos internos do Partenon.

Aos vencedores eram outorgados prêmios de 300 e 200 dracmas (unidade monetária) respectivamente para o primeiro e o segundo colocados. Os vitoriosos nas lutas e eventos atléticos recebiam diversos vasos de cerâmica contendo azeite feito com os frutos da oliveira sagrada, considerada propriedade de Atena. O programa de atletismo incluía uma prova de revezamento chamada “lampadodromia” ou “corrida das tochas”. Cada equipe era formada por quarenta atletas, dispostos a vinte e cinco metros uns dos outros. Cobriam a distância que ia da muralha da cidade ao altar de Prometeu, o titã que roubou o fogo para o entregar aos humanos. A tocha passava de mão em mão, a chama não podia se apagar e vencia a equipe que conseguisse acender a fogueira colocada no marco de chegada.

Quando Teseu conseguiu a unidade política da Ática, criou uma festa nacional que se realizava em Atenas em honra da Deusa protetora da cidade chamada festa de Atenésia ou de Atena. Os jogos Panatenaicos como festa nacional e religiosa eram os mais belos jogos, competições e representações no teatro Odeon, onde efetuava-se concursos musicais de canto, lira, cítara, harpa, flauta e danças além de declamações das obras dos poetas nacionais, principalmente de Homero.

No estádio realizavam-se concursos atléticos de “Beleza Viril”, no hipódromo corridas de carros e de cavalos, no Pireu corridas de regatas e a corrida impressionante do Archote ou de Lampadefória, feita pelos efebos a pé ou a cavalo entre duas equipes e também, o jogo denominado Efedrismo ou Enkotyle. No final, como encerramento, desfilava a cavalaria ateniense, armada e equipada. Nessa festa participavam todos os povos da Grécia, apesar de ser um jogo local.

Durante o seu governo, Pissistrato deu à festa de Atenésia um caráter pan-helênico. Juntou o prefixo Panthos (tudo por Atenas), passando desde então a chamar-se “Panateneias”. Em 566 a. c. criou os jogos Panatenaicos, cuja história acha-se gravada nos frisos do Partenon.

Em contrapartida, a Grande Panateneia era celebrada de quatro em quatro anos, coincidindo com o terceiro ano das Olimpíadas. A fim de celebrarem o 6° ciclo, a 28 do mês de Hecatonbeon (fins de julho e princípios de agosto) que tinha como fim principal festejar a Confederação de Delos, concebida por Péricles. Segundo alguns autores durava 4, 6, até 9 dias respectivamente.

Salvas a Atena!

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