A noite dos Vampiros romenos.

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Contos de entidades vampíricas foram encontrados entre os antigos romanos e os habitantes romanizados da Europa Oriental.  A Roménia está cercada por países eslavos, por isso não é de estranhar que os vampiros romenos e eslavos são semelhantes. Vampiros romenos são chamados Strigoi, com base no strix termo grego antigo para coruja, que também veio a significar demônio ou bruxa.

Um Strigoi vivo têm a capacidade de enviar sua alma à noite para se encontrar com outro Strigoi morte, que terá seu corpo reanimado para sugar o sangue dos familiares, gado e vizinhos. Contudo há outros tipos de vampiros no folclore romeno, como por exemplo os Moroi e Pricolici.

A tradição romena descreveu uma infinidade de maneiras de se tornar um vampiro. Uma pessoa que nasce com uma mexa branca no cabelo, um mamilo extra ou uma cauda estaria condenada a se tornar um vampiro. O mesmo destino seria aplicado a alguém que nascesse muito cedo, alguém cuja mãe um gato preto cruzasse o caminho e até alguém que nascesse fora do casamento. Haviam ainda os que se tornariam vampiros caso tivessem uma morte não natural ou antes do batismo, alguém que fosse a sétima criança em qualquer família principalmente se todos os seus irmãos anteriores fossem do mesmo sexo, assim como o filho de uma mulher grávida que evitasse comer sal ou uma pessoa que fosse encarada por um vampiro. Além disso tudo, se fosse mordido por um vampiro significaria condenação certa para uma existência vampírica depois da morte.

Acredita-se que os vampiros são mais ativos na véspera de dois feriados religiosos, na festa de São Jorge e na Festa de Santo André. A Festa de São Jorge foi um festival muito importante em honra de St. George, também conhecido como o “Grande Mártir,” George era um santo amado e foi reconhecido como o padroeiro na Inglaterra e em muitos outros países também. Ele foi o patrono de cavalos, gado, lobos e todos os inimigos de bruxas e vampiros. Era na véspera de São Jorge que os vampiros e todas as forças do mal eram mais astuciosos. As pessoas permaneçam em suas casas com luz contínua durante toda a noite. Eles colocavam espinhos nas soleiras, cruzes pintadas em suas portas com alcatrão, deixavam as fogueiras acesas e espalhavam alho em todos os lugares que podiam. Através da madrugada, orações eram recitadas repetidamente e lâminas afiadas ficavam colocadas sob seus travesseiros. Caso a noite transcorresse bem, sem quaisquer ocorrências, a festa do santo havia sido celebrada com exuberância e eficácia naquele dia. Os espinhos e alhos eram então substituídos por rosas e outras flores.

A Festa de Santo André juntamente com a Festa de São Jorge e a Páscoa eram considerados os momentos mais temidos do ano na Roménia. Era na véspera de Santo André, em certas partes da Roménia, que o vampiro estava mais ativo e perigoso, pois prosseguiam suas atividades ardilosas durante todo o inverno e descansavam apenas em janeiro. Durante estes tempos perigosos era considerado prudente, esfregar alho nas portas e janelas para proteger as famílias dentro da residência. Até os animais sofriam risco de um ataque e portanto também eram esfregados com alho por precaução.

Um vampiro no túmulo poderia ser atraído com um buraco na terra, um cadáver não decomposto com o rosto ainda rosado e com um pé no canto de fora do caixão. Já os Vampiros vivos eram identificados através da distribuição de alho na igreja, pois se recusam a comê-lo.

Covas eram muitas vezes abertas para verificação de vampirismo. Havia um período exato, três anos após a morte de uma criança, cinco anos após a morte de uma pessoa jovem ou sete anos após a morte de um adulto.

Acreditava-se no século 18 que para se destruir um vampiro, era necessário cravar uma estaca no coração, seguido por decapitação e colocar alho em sua boca. Contudo, já por volta do século 19, seria também eficiente disparar uma bala no coração. Para casos resistentes, o corpo tinha que ser desmembrado e os pedaços queimados, depois misturar as brasas com água e administrar entre os membros da família como uma cura.

Nesta noite, todo esse folclore é celebrado com fantasias, adornos e muito misticismo em respeito a cultura e história da Romênia.

Protejam suas Casas!

Imagem: Digital Art by 3D-Fantasy-Art.

http://3d-fantasy-art.deviantart.com/art/Hell-s-Prince-332362929

Dia em Honra da Deusa Sekhmet.

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Na mitologia egípcia Sekhmet “a poderosa” é a Deusa da vingança, das doenças, do veneno, da menstruação e da praga. Ela é a patrona dos médicos e traz a cura para os males que ela própria é capaz de causar. Foi esposa do Deus Ptah e com ele teve um filho, Nefertem. O centro de seu culto era na cidade de Mênfis e pode estar relacionada á Deusa nórdica Syn guardadora dos portões dimensionais.

Sua imagem é uma mulher coberta por um véu com cabeça de leoa ou para contemporâneos uma linda mulher com uma máscara-elmo em cores preto e vermelho vivo. Muito temida no Antigo Egito, ela é o símbolo da punição de Rá, o Deus-Sol, que enviou Sekhmet para destruir os humanos que conspirassem contra ele. Contudo, absorta em furor de justiça, Sekhmet foi levada fluentemente a punir a outros humanos que maculavam ao planeta. Dessa forma, encontrando mais e mais humanos corrompidos, se envolveu ferozmente até que Rá teve que utilizar uma estratégia para lhe amansar.

Sekhmet é aquela que aplica a justiça de um ângulo que favorece aos que mantém o bom caráter. Em suma, Sekhmet e Rá estão dentro do ser humano durante a sua vida, uma vez que são as consciências macrocósmicas que estão presentes dentro do microcosmo humano. Dessa forma vemos que Rá e Sekhmet se complementam.

Ela possui muita força, coragem e tem como missão proteger o Deus Rá e o faraó que simbolizam as pessoas de caráter crítico, isto indica também que Sekhmet sempre olhará em favor dos governantes que lideram para o bem de todos.

Certa vez, Rá ordenou a Sekhmet que castigasse a humanidade por causa de sua desobediência. A Deusa executou a tarefa com tamanha fúria que o Deus precisou embebedá-la com vinho, pela semelhança de sua cor com sangue, para que ela não acabasse exterminando toda a raça humana.

Por esta razão, os egípcios vinho para Sekhmet, pois simbolicamente tem a cor do sangue e serve para acalmar a Deusa. Sendo assim, ela adormece e pode ser controlada por Rá.

Salvas à Sekhmet!

Imagem: Digital Art From Historymaniacmegan.

https://historymaniacmegan.com/2014/07/07/egyptian-mythology-reexamined-the-gods/

Sophia Deusa da Sabedoria.

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Sophia é homenageada como uma Deusa da sabedoria por gnósticos, bem como por alguns neopagãos. Para ortodoxos e o cristianismo católico romano Sophia ou melhor, Hagia Sophia (Santa Sabedoria) é uma expressão de entendimento para a segunda pessoa da Santíssima Trindade, não um anjo ou Deusa.

Sophia é filha de um par primordial de invisíveis e inefáveis seres transcendentais, chamados de Profundidade (masculino) e Silêncio (feminino). Deste par surgiram 30 emanações ou Aions, compostos de um Aion masculino e um feminino cada. Sophia contudo separa-se de seu par, que em muitas variantes do mito é chamado de Vontade. Tendo perdido seu gêmeo, o seu amor divino é pervertido em “hubris” ou orgulho excessivo e arrogante.

Ela abandona o caminho do coração que compreende (gnosis kardias) e vai em busca do conhecimento apenas do poder da mente.

Distante do abraço da totalidade divina e dos braços de seu consorte, sem conformar-se com a natureza do par primordial, ela se torna convencida da futilidade de seus esforços mal concentrados. Entretanto, sua paixão pelo conhecimento e seu desejo pelo pai-mãe tiraram de dentro de seu ser entidades curiosas, que subsistiram como criaturas vivas e impuras no abismo. Sophia neste instante, parece dividir-se em duas personalidades; uma mais elevada e outra inferior.

A Sophia mais elevada é purificada e equilibrada, pois encontra-se unida ao seu consorte, restaurando assim a integridade da ordem divina. A Sophia inferior em contrapartida, permanece na escuridão externa, onde ela dá vida à um monstro disforme descrito como “fruto feminino fraco”. Pouco a pouco, numerosos arquétipos de luz e trevas se acercarão dela.

O Demiurgo, princípio criador e preservador dos cosmos diferenciado e material ganha vida e assim, como sua contraparte espiritual, o Jesus Aion. Jesus desce até o universo material onde irá resgatar Sophia do domínio do Demiurgo, que a mantém cativa do mesmo modo que Teseu aventura-se para salvar a donzela-sábia das garras do touro-monstro.

A tarefa de salvar Sophia só se concretiza através do amor sexual e marital entre os dois, que provocará a purificação e o autêntico despertar. Jesus seria então, um “noivo celestial” que resgata sua amada. A associação com a imagem de Maria Madalena surge aqui, pois numerosas passagens nas variantes gnósticas dos Evangelhos revelam que esta figura feminina é a encarnação de Sophia.

Contudo ainda resta a Sophia, desculpar-se com os doze poderes governantes que hostilizou com seus caprichos, ato este denominado de doze arrependimentos. Sofia chora aos doze poderes e conquista sua influência poderosa.

Guiada por poderes angélicos e arcangélicos e sustentada pelo amor de seu noivo Jesus, ela entra em seu eterno lar de luz e de alegrias sem limites. Assim termina a história de Sophia, que depois de descer para a alienação e o caos, invocou à Luz, recebendo a força e a santificação de sua união com Jesus, recuperando seu Trono da Sabedoria.

Salvas a Sophia!

Imagem: Digital Art by InaWong.

http://inawong.deviantart.com/art/Athena-421886799

Tiamat a Deusa dragão.

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Tiamat é uma Deusa das mitologias babilônica e suméria. Na maioria das vezes Tiamat é descrita como uma Serpente do Mar ou um Dragão mas nenhum texto foi encontrado nos quais contenham uma associação clara com essas criaturas.

Inicialmente, quando o mundo cultuava divindades femininas com suas várias faces, Tiamat era adorada como a mãe dos elementos.  Tiamat foi responsável pela criação de tudo que existe. Os deuses eram seus filhos, netos e bisnetos.

A história de Tiamat pode ser encontrada no épico babilônico Enuma Elish, data do século XIX-XVI a. C. que foi cantada ante a estátua de Marduk, Deus principal babilônico, celebrando a fundação do mundo e da própria Babilônia que era o centro do mundo.

Tudo se inicia com o caos aquático. Apsu a água doce que origina rios e riachos, e Tiamat o mar ou as águas salgadas, representada na forma de um dragão, combinam seus poderes para criar o universo e os Deuses.

Os primeiros dois Deuses chamaram-se Lachmu e Lachamu. A primeira prole se reproduziu e formou-se outra prole. Esses Deuses irritavam profundamente Apsu que convocou seu auxiliar Mummu e foram juntos a Tiamat, a quem disseram que a descendência de ambos deveria ser eliminada para que regressasse a tranquilidade. Tiamat entretanto, enfureceu-se e rechaçou a ideia, pois embora estivesse perturbada com os ruídos dos Deuses, os perdoava.

As crianças Deuses acabam descobrindo que Apsu tinha plano de matá-las e enviam o Deus Ea para matá-lo primeiro.

Tiamat não apoiava os planos de Apsu de destruir seus filhos, mas diante da morte de seu esposo passa a lutar contra eles. A Deusa encontra outro companheiro, Kingu, com quem gera vários monstros: serpentes de garras venenosas, homens escorpiões, leões demônios, monstros tempestade, centauros e dragões voadores. Depois, partiu para a retaliação.

As crianças Deuses temiam lutar contra Tiamat até que Marduk, filho de Ea, decidi lutar contra ela. O restante dos deuses rebentos prometeram a Marduk que, em caso de vitória, ele seria coroado como rei dos Deuses.

Marduk teceu uma rede e apanhou Kingu e todos os monstros. Ele os acorrentou e os atirou no Submundo. Partiu então para matar Tiamat. Primeiro Marduk cegou o dragão com seu disco mágico, possivelmente representado pelo próprio sol, pois o Deus era também um herói solar. Depois feriu mortalmente Tiamat com uma lança, símbolo da vontade criativa e procriação. O herói teve ainda o auxílio dos sete ventos para destruir Tiamat. Com metade do corpo dela ele fez o céu, e com a outra metade a Terra. Tomou sua saliva e formou as nuvens e de seus olhos fez fluir o Tigre e o Eufrates. Finalmente de seus seios criou grandes montanhas.

Os humanos foram criados a partir do sangue de Kingu misturado com terra. Marduk criou em seguida, uma habitação para os Deuses no céu, fixou as estrelas e regulou a duração do ano e fundou a cidade da Babilônia para que fosse sua residência terrestre.

Outros mitos, descrevem o processo de criação como um fluxo contínuo de energias originadas do sangue menstrual de Tiamat, armazenado no Mar Vermelho ou Tiamat, em árabe. Foi por essa a razão que mesmo após a interpretação patriarcal do mito, na qual foi acrescentada a figura de Marduk, que teria matado Tiamat, o Dragão do Caos e criado o mundo com seu corpo, foi mantido na Babilônia durante muito tempo o calendário menstrual, celebrando os Abbats e nomeando os meses do ano de acordo com as fases da Lua.

O mistério de Tiamat e de Marduk era comemorado anualmente na Babilônia durante o Ano Novo ou no festival de Akitu.

Pouco resta da magnífica cidade da Babilônia, somente uns quatro bancos de barro às margens do rio Eufrates, sul da atual Bagdá, Iraque. Porém um dia, a cidade da Babilônia foi famosa por seus “jardins suspensos”, uma das maravilhas do antigo mundo. No coração da cidade estava o templo de Marduk, a Casa da Fundação do Céu e da Terra.

Na Babilônia a unidade masculino feminina era constituída por Tiamat e Apsu, que representavam o caos primordial da água. Mas é Tiamat, o verdadeiro elemento de origem, a mãe de todos os Deuses e a possuidora das tábuas do destino.

A existência original de Tiamat também resulta do fato desta ter sobrevivido à morte de Apsu e quando finalmente derrotada pelo Deus sol patriarcal Marduk, formam-se a partir de seu corpo a abóbada celeste superior e a abóbada inferior das profundezas. Assim, mesmo depois de ter sido derrotada, ela permanece como o Grande Círculo que tudo contém.

Tiamat, não é apenas o dragão terrível do abismo, ela é a geradora e também a mãe legítima de suas criaturas, que se enfureceu quando Apsu decidiu matar os Deuses que eram seus filhos. Somente depois destes terem assassinado Apsu, seu marido, o pai primordial, é que ela dá inicio à sua vingança e propaga a sua força destruidora.

Tiamat representa o poder irracional dos primórdios e do inconsciente criador. Mesmo na morte, ela continuou a representar o mundo superior e o inferior. Marduk ao contrário, é um legislador. A cada uma das forças celestes ele atribuiu um lugar fixo e como Deus bíblico do Gênese, organizou o mundo segundo leis racionais que correspondem à consciência e sua natureza solar.

O caráter luminoso da Grande Deusa ainda se manifesta na forma de um Dragão em Tiamat, entretanto é mais frequente esta Deusa surgir despida e com características sexuais acentuadas, visto que há ênfase em sua fertilidade e em seu caráter guerreiro.

Taimat não é uma Deusa cruel, mas seus templos eram escondidos devido a sua impopularidade, provavelmente por causa dos sacrifícios humanos que faziam parte de seus rituais. Porém, isso mudou em algumas cidades do Império, quando Tiamat passou a ser adorada abertamente e onde os rituais mais sangrentos eram executados raramente.

Salvas a Tiamat!

Imagem: Digital Art by JJlovely.

http://jjlovely.deviantart.com/art/Tiamat-334073626

Tori-no-ichi Festival.

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É um festival realizado desde o Período Edo ou Tokugawa (1603 – 1868) com muitas pessoas orando em celebração da prosperidade e dos bons negócios.

Tori ou Galo é um dos Junishi ou os doze signos animais do zodíaco oriental (rato, boi, tigre, coelho, dragão, serpente, cavalo, carneiro, macaco, galo, cão e javali). Anteriormente, os japoneses costumavam combinar estes doze signos do zodíaco com o sistema de Jikkan, dez caldas celestiais, que foram aplicados para cada ano e cada dia. O Tori-no-Ichi é conduzido de acordo com os costumes japoneses antigos e é realizado nos dias do Galo em novembro. Os dias do Galo ocorrem a cada 12 dias, o que significa que o mês de novembro tem pelo menos 2 ou até 3 dias do Galo, dependendo do ano.

O Tori-no-Ichi é realizado em vários santuários Otori-jinja, encontrados em todas as partes pelo Japão e às vezes é chamado pelo nome familiar de Otori-sama. O patrono da boa sorte e dos bons negócios é consagrado nos santuários com muitos adoradores nesses dias do Galo, acompanhado de uma feira com barracas ao ar livre, vendendo ancinhos kumade para riqueza e boa fortuna. O ancinho da boa sorte é feito de bambu e está decorado com máscaras e Koban (antigas moedas de ouro).

Embora o Santuário Otori-jinja em Taito-ku, muito perto de Asakusa, seja o mais famoso santuário para os Tori-no-Ichi, feiras semelhantes também são realizadas em cerca de 30 outros santuários em Tóquio, como Hanazono-jinja em Shinjuku ku, Kitano-jinja em Nakano-ku e Ebara-jinja em Shinagawa-ku. Além disso, quando um ancinho é vendido, é prática comum para o vendedor e o comprador a bater palmas ritmicamente em harmonia uns com os outros (conhecido como tejime) para sintonizarem a fortuna para ambos. Muitas pessoas visitam a feira apenas para ouvir os gritos animados que sempre acompanham estas cerimônias de bate palmas da sorte, por serem tão empolgantes e alegres.

Luz em sua celebração!

Imagem: Photo by Yoshikazu TAKADA.

https://tokyocheapo.com/events/asakusa-tori-ichi-fair-part-ii/

Dia de Santa Cecília.

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Santa Cecília nasceu provavelmente no ano 150 em Roma. Era filha de um Senador Romano da família nobre dos Metelos. O cristianismo que recebeu em sua formação era o cristianismo dos mártires, dos heróis da fé. Portanto, foi cristã numa Igreja perseguida, numa Igreja que ainda era minoritária.

Quando jovem foi prometida a Valeriano um rapaz pagão, que soube no dia do casamento que ela estava muito triste, pois havia feito voto de castidade para Deus. Tamanho foi o poder das palavras de Cecília que após ouvi-la, ele decidiu se converter, entendendo a promessa de sua noiva e assegurando que iria respeitá-la em sua decisão. Posteriormente, Valeriano contou o que ocorrera para seu irmão Tiburcio, que ficou impressionado com a fé e coragem de jovem Cecília, decidindo converter-se para seguir os passos de seu irmão.

Cecília então, vendo a maravilha que estava concebendo em sua vida, agradecida cantou para Deus: Senhor, guardai sem manchas o meu corpo e minha alma, para que não seja confundida. Foi um canto inspirado e emocionante, que tocou profundamente o coração de todos ao seu redor.

Contudo, o prefeito de Roma Turcius Almachius teve conhecimento da conversão dos dois irmãos nobres e desejou apoderar-se do tesouro dos jovens ricos. Os dois irmãos porém, já tinham distribuído todos os seus bens aos pobres. Então, o prefeito exigiu sob pena de morte que os dois abandonassem a nova fé, mas os dois irmãos alimentados com a força do cristianismo nascente, não renegaram sua religião, terminando condenados à morte e decapitados.

Então Cecília foi chamada ao conselho romano, que exigiu primeiro que ela revelasse onde estaria o tesouro dos dois irmãos. Assim que ela confirma que tudo já tinha sido distribuído aos pobres, o prefeito furioso, exigiu que ela renunciasse a fé cristã e adorasse aos Deuses romanos. Contudo, Cecília negou-se mostrando muita coragem e serenidade diante de todos, mas devido a relutância e força de Cecília, ela foi condenada à tortura.

Diante dos soldados romanos para ser torturada, ela falou a eles sobre as maravilhas da fé, sobre a nova religião e sobre o sentido da vida. Os soldados, maravilhados com a mensagem que nunca haviam ouvido, não conseguiram torturar a jovem e bela Cecília e alguns até decidiram converter-se após o ocorrido.

Devido a desobediência dos soldados, o prefeito deu ordens para outros algozes trancarem Cecília no balneário de águas quentes do seu próprio castelo, para ela ser asfixiada pelos vapores ferventes que aqueciam as águas. Ninguém conseguia ficar ali por mais de alguns minutos. Era morte certa. Porém, para surpresa de todos, milagrosamente ela foi protegida e nada lhe aconteceu. Todos ficavam impressionados com a fé daquela jovem frágil, que enfrentava a morte sem receio por causa da grande fé que tinha em seu coração.

Então o prefeito, irredutível, mandou que ela fosse morta com três golpes de machado em seu pescoço. O algoz obedeceu, mas não conseguiu arrancar sua cabeça, coisa que ele estava acostumado a fazer com apenas uma machadada. Cecília permaneceu viva ainda por 3 dias, agonizando e conversando com todos que corriam para vê-la e rezar por ela.

Por fim, pressentindo sua morte iminente, Santa Cecília pediu para entregarem todos os seus bens aos pobres e transformarem sua casa numa igreja. Neste instante, em seus últimos momentos neste mundo, sentindo que sua missão estava cumprida mesmo ela sendo ainda tão jovem, Cecília ainda conseguiu cantar, louvando a Deus em agradecimento pelas bênçãos concedidas.

Por esta razão, ela é a padroeira dos músicos e da música sacra. Depois disso, a fisicamente frágil e interiormente forte jovem romana que desafiou os poderes deste mundo e entregou seu espírito a fé cristã, foi sepultada pelos cristãos na catacumba de São Calisto e desde então passou a ser venerada como mártir.

Salve Santa Cecília!

Imagem: Painting by Guido Reni (1575-1642).

https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Cec%C3%ADlia#/media/File:St_cecilia_guido_reni.jpg

Festival de Ardvi Sura Anahita.

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A Deusa persa da Lua, da noite, das estrelas, da água, do amor, da sexualidade, criadora e guardiã da vida. Conhecida como “a humilde, forte e imaculada”, oriunda do corpo Vênus, é a virgem mãe de Mitra.

Chamada de “A Mãe Dourada”, ela era a mais popular das sete principais divindades do panteão Zoroastriano (religião fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra) e seu templo mais importante localiza-se em Kangavar no oeste do Iran. Ela regia a água, a concepção das crianças, a purificação do sêmen e o fortalecendo do útero. Em sua representação mais tradicional ela surge em uma carruagem puxada por quatro cavalos, que representam o vento, a chuva, as nuvens e o granizo.

Neste dia celebra-se sua existência e poder, sendo honrada com ofertas de ramos verdes e novilhas brancas trazidas para os seus santuários. Curadora, mãe e protetora de Seu povo, Ela foi adorada em todo o Império Persa por muitos séculos, pois generosamente alimentava seu povo e ferozmente o defendia de seus inimigos.

Receba bênçãos de Anahita hoje a noite, permanecendo por alguns instantes em um lugar calmo e preferencialmente iluminado pelas estrelas, acendendo um vela rosa em seu nome, oferendo ramos com flores e rosas brancas sob o aroma de incenso de jasmim.

Luz em sua celebração!

Imagem: Digital Art by Emanuel Mardsjo.

http://www.cruzine.com/2014/11/25/amazing-digital-art-emanuel-mrdsj/