Diwali – Festival das luzes.

festivaluri

O Diwali, também transcrito Deepavali ou Deepawali, é uma festa religiosa hindu, conhecida também como o festival das luzes que ocorre em alguns países do continente asiático. Celebrado uma vez ao ano, as pessoas estreiam roupas novas, dividem doces e lançam fogos de artifício. Este festival celebra, entre outras histórias, a destruição de Narakasura por Sri Krishna, o que converte o Diwali num evento religioso que simboliza a destruição das forças do mal.

O Diwali é um grande feriado indiano e um importante festival para o hinduísmo, o sikhismo, o budismo e o jainismo. Muitas histórias são associadas a Diwali, onde as luzes ou lâmpadas significam a vitória do bem sobre o mal dentro de cada ser humano. Diwali é comemorado no primeiro dia do mês lunar Kartika, que ocorre no mês de outubro ou novembro, sendo uma época de muita religiosidade, votos de sacrifício e introspecção.

Em muitas partes da Índia é o Baile do Rei Ramachandra em Ayodhya, após 14 anos de exílio na floresta. Sri Rama, um dos avatares de Vishnu, derrotou o mal encarnado em Ravana, que havia raptado sua esposa Sitadevi. O povo de Ayodhya, a capital do seu reino, congratulou-se com Rama por iluminação em fileiras (avali) de lâmpadas (Deepa), concebendo assim o nome do festival: Deepavali. Esta palavra com o tempo, se tornou Diwali em hindi. Mas no sul indiano em alguns dialetos, a palavra não sofreu qualquer alteração e o festival é chamado Deepavali. Portanto, existem várias observâncias do feriado em toda a Índia.

No Jainismo, Diwali é marcado como o nirvana do Lord Mahavira, que ocorreu em 15 de outubro, 527 aC.

Entre os sikhs, o Diwali veio a ter significado especial a partir do dia ao qual houve o retorno a cidade de Amritsar do iluminado Guru Hargobind (1595-1644), que havia sido detido no Forte em Gwalior sob as ordens do imperador Mughal, Jahangir (1570-1627). Como o sexto Guru do Sikhismo, Guru Hargobind Ji foi libertado da prisão juntamente com 53 Reis hindus, que eram mantidos como prisioneiros políticos. Após a sua libertação ele foi para o Darbar Sahib (Templo Dourado) na cidade santa de Amritsar, onde foi saudado pelo povo com tamanha felicidade que acenderam velas e diyas para cumprimentar o Guru. Devido a isto, sikhs referem frequentemente que Diwali também como BANDI Chhorh Divas – “o dia da libertação dos detidos”.

O festival também é comemorado pelos budistas do Nepal, especialmente os Newar budistas.

Na Índia, o Diwali é hoje considerado um festival nacional quanto ao aspecto estético, entretanto é usufruído pelos hindus independentemente da fé.

O Divali envolve muitas histórias do Hinduísmo, principalmente relacionados a Vishnu e Lakshmi sua esposa. Tal como Brahma, responsável pela criação do universo material; Shiva, responsável pela destruição da criação material; Vishnu, responsável pela manutenção, fazendo parte da Trimúrti, a trindade do hinduísmo. Cada uma dessas divindades é acompanhada por sua esposa, sua Shákti, a Deusa associada a ele. Assim a esposa de Brahma é Sarasvati, a Deusa do conhecimento, enquanto Shiva é acompanhado por Parvati, a própria natureza material encarnada. Finalmente, a de Vishnu é Lakshmi, que personifica a riqueza.

Vishnu é muito popular também através de seus avatares, encarnações em diferentes formas, sendo os mais famosos Rama, o herói mítico do Ramayana, um dos grandes épicos hindus; Krishna, personagem central do maior épico da humanidade, o Mahabharata e mais popular deidade da Índia, trazendo o amor divino personificado.

Portanto é uma celebração de vitória, de renascimento e de luz. Acenda várias velas coloridas, decore mandalas com velas de ghi, aromatize seu ambiente com incensos, harmonize com música alegre e sintonize sua alma com positividade e confiança no futuro. O ciclo da vida faz tudo mudar!

Luz em sua celebração!

Imagem: Photo by Ng Chai Hock.

http://mashable.com/2013/02/07/2013-sony-world-photography-awards/#.8bSPkSVqkqT

Feroniae – Festival da Deusa Ferônia.

 

tumblr_n7gifiv1tk1rn5kn5o1_1280

Ferônia era a Deusa da natureza selvagem, bosques, vulcões e águas termais, cujo festival os romanos celebravam em 15 de novembro.

Seu nome deriva do latim “ferus” para selvagem e inculta. Seus santuários foram amplamente espalhados por todo o centro da Itália, mas o principal local de culto estava em Capena, perto do Monte Soracte, no território da cidade de Feronia, agora moderno Lazio no centro da Itália.

Os temas de Ferônia são fertilidade, abundância, terra, liberdade, esportes e o calor da vida reprodutiva. Seus símbolos são fogo e brasas. Esta Deusa Romana do fogo fornece a energia de mudança, mesmo quando o tédio se instala. Segundo a tradição romana ela também é a padroeira e libertadora dos escravos ou de qualquer coisa que alegoricamente nos escraviza.

Portanto este festival também honra a sua natureza libertadora. Inspirado neste tema, faça alguma atividade física para liberar qualquer raiva ou tensão que você esteja suportando, entregando aos cuidados de Ferônia para que ela possa transformar em energia saudável.

Nas celebrações, as pessoas caminhavam descalças sobre as brasas incandescentes de uma grande fogueira feita com pinheiros, diante das preces dos sacerdotes. O objetivo consistia em se purificar e alcançar a cura de alguma doença. Depois eram oferecidas frutas à Deusa, colocando-as em volta das fogueiras em sinal de agradecimento.

Portanto, queime um pedaço de carvão hoje para gerar um pouco de abundância de Ferônia em sua horta ou jardim. Caso não tenha jardim, fique perto de seu fogão ou qualquer fonte de fogo, como o aquecedor por exemplo, sentindo a energia desta Deusa em sua casa durante o tempo que precisar para refletir e pedir a mudança necessária.

Luz em sua celebração!

Imagem: Photo by Jannike Olofsson

https://goo.gl/e2D5Zd

Super Lua Cheia.

luna

Você já deve ter admirado a lua cheia várias vezes, mas certamente não tem certeza se já observou uma Super Lua, fenômeno que significa que o tamanho do disco lunar está com uma aparência maior do que o normal. O perigeu lunar, como é chamado, acontece todos os anos e temos pelo menos uma Lua Cheia por mês. Contudo a sincronia de 100% do disco lunar iluminado com o perigeu ocorre só em alguns anos.

Já ocorreram muitas Super Luas nas últimas décadas, mas a de hoje é ainda mais especial porque a última vez que a Lua ficou tão próxima da Terra assim foi há quase 70 anos em 1948, o que não deve voltar a ocorrer até 2034.

Hoje a distância entre o centro da Lua e o centro da Terra será de 356.509 km e o disco lunar estará 99,98% iluminado. O que significa que estaremos sob uma influência extremamente intensa da energia lunar, muito propícia para trabalharmos nossa energia pessoal em sua totalidade e adquirirmos plenitude em algo que desejamos.

Portanto, na noite de hoje destine alguns minutos a pensar grande, imaginar e sentir exatamente onde você quer chegar em 10 anos ou mais de sua vida! É incrível ver a mudança de perspectiva quando você pensa grande ou a longo prazo para definir estratégias e metas que provavelmente atrairão novos desafios e uma jornada repleta de possibilidades no cotidiano. Cada novo desafio será enfrentado e possibilitará que você não apenas se supere, mas evolua como pessoa e espírito, propiciando um empoderamento contínuo e empolgante que certamente contribuirá para um bem estar geral com seu corpo e sua consciência.

Estamos numa era de grandes transformações e faz se necessário que reflitamos exatamente como poderemos nos reinventar para nos adaptarmos a tantas mudanças cotidianas, tendo a clareza de que estamos no caminho certo para nossa realização total, seja ela financeira, profissional, emocional ou espiritual.

Sendo assim, aproveite a Super Lua de hoje e procure refletir sobre seus sonhos e desejos, imaginando e visualizando exatamente quem você quer ser, onde quer chegar e como quer estar daqui há alguns anos. A clareza desses desejos, aliada ao positivismo e determinação, contribuirão para mais foco e motivação no seu dia a dia.

Luz em sua celebração!

Imagem: Digital Art by The Dark Silhouette.

http://fiction.wikia.com/wiki/File:Full_moon_tonight_by_The_Dark_Silhouette.jpg

Festival em Honra de Zeus.

068ca59ac4f9893d2ea8044ddf143934

Zeus é o pai dos Deuses e dos homens que exercia a autoridade sobre os Deuses olímpicos na antiga religião grega. É o Deus dos céus, raios, relâmpagos e quem mantêm a ordem e justiça na mitologia grega. Seu equivalente romano é Júpiter, enquanto seu equivalente etrusco é Tinia; alguns autores estabeleceram seu equivalente hindu como sendo Indra.

Filho do titã Cronos e de Reia, Zeus é o mais novo de seus irmãos; na maior parte das tradições é casado primeiro com Métis, engendrando a Deusa Atena e depois com Hera, embora no oráculo de Dodona sua esposa seja Dione, com quem de acordo com a Ilíada teria gerado Afrodite. É conhecido por suas aventuras eróticas, que frequentemente resultavam em descendentes divinos e heroicos, como Atena, Apolo, Ártemis, Hermes, Perséfone, Dioniso, Perseu, Héracles, Helena, Minos e as Musas entre outros.

Mesmo os Deuses que não eram filhos naturais de Zeus, dirigem-se a ele como Pai e todos os Deuses se punham de pé diante de sua presença. Para os gregos ele era o Rei dos Deuses e supervisionava o universo, delegando a cada um dos Deuses suas devidas funções. Nos Hinos Homéricos ele é referido como o “chefe dos deuses”.

Filho de Cronos e Reia, teve vários irmãos: Héstia, Deméter, Hera, Hades e Poseidon. Contudo seu pai engoliu a todos assim que nasceram, menos Poseidon e Hades, pois embora houvesse sido advertido por Gaia e Urano que ele estava destinado a ser deposto por um filho, da mesma maneira que ele havia deposto seu próprio pai, um Oráculo se encarregou de informar a Reia, que ao tomar conhecimento pôde evitar que todos fossem engolidos.

Quando Zeus estava prestes a nascer, Reia procurou Gaia e concebeu um plano para salvá-lo e para que Cronos fosse punido por suas ações contra seus próprios filhos. Reia deu à luz Zeus na ilha de Creta e entregou a Cronos apenas uma pedra enrolada em roupas de bebê, que ele prontamente engoliu.

Reia então, escondeu Zeus numa caverna dos Montes Dícti em Creta, onde haveria de ser criado às escondidas. Contudo há várias hipóteses diferentes sobre quem se responsabilizou por sua criação. A primeira é que foi criado por Gaia, a segunda por uma cabra chamada Amalteia, a terceira por uma ninfa chamada Adamanteia ou até mesmo por Melissa, que o amamentaria com leite de cabra e mel.

Após chegar à idade adulta, Zeus forçou Cronos a vomitar primeiro a pedra que lhe havia sido dada em seu lugar e em seguida seus irmãos, de acordo com a ordem em que haviam sido engolidos. Em algumas versões, Métis deu a Cronos um emético para forçá-lo a vomitar os bebês, enquanto noutra o próprio Zeus teria aberto com um corte a barriga de Cronos. Em seguida, Zeus libertou os irmãos de Crono, os gigantes, os hecatônquiros e os ciclopes, que estavam aprisionados num calabouço no Tártaro, após matar Campe, o monstro que os vigiava.

Para mostrar seu agradecimento, os ciclopes lhe presentearam com o trovão e o raio, que haviam sido escondidos anteriormente por Gaia. Zeus então, juntamente com seus irmãos e irmãs, os gigantes, hecatônquiros e ciclopes, depuseram Cronos e os outros titãs durante a batalha conhecida como Titanomaquia. Os titãs, após serem derrotados, foram despachados para o Tártaro, mas um deles, Atlas, foi condenado a segurar permanentemente o céu.

Após a batalha contra os titãs, já que a antiga Terra, Gaia, não podia ser dividida, Zeus dividiu o mundo com seus irmãos mais velhos, Poseidon e Hades: Zeus ficou com o céu e o ar, Poseidon com as águas e Hades com o mundo dos mortos (o mundo inferior). Gaia no entanto, não aprovou a maneira com que Zeus tratou os titãs, seus filhos. Portanto, logo após assumir o trono como Rei dos Deuses, Zeus teve de combater outros filhos de Gaia: o monstro Tifão e a Equidna.

Zeus era irmão e consorte de Hera. Com ela teve três filhos: Ares, Hebe e Hefesto, embora alguns relatos afirmem que Hera teria parido sozinha. Algumas versões também descrevem Ilitia e Éris como filhas do casal. As conquistas amorosas de Zeus, no entanto, entre ninfas e as mitológicas progenitoras mortais das dinastias helênicas são célebres. A mitografia olímpica lhe credita com uniões com Leto, Deméter, Dione e Maia. Entre as mortais com quem ele teria se relacionado estavam Sêmele, Io, Europa e Leda e o jovem menino Ganímedes, a quem Zeus presenteou com a eterna juventude e imortalidade.

Diversos mitos mencionam o sofrimento de Hera com o ciúme gerado por estas conquistas amorosas e a descrevem como uma inimiga consistente das amantes de Zeus e de seus filhos. Por algum tempo uma ninfa chamada Eco foi encarregada de distrair Hera falando incessantemente, afastando assim sua atenção dos casos amorosos de seu marido e quando Hera descobriu o estratagema, condenou Eco a repetir permanentemente as palavras de outras pessoas.

O principal centro de culto de Zeus, para onde todos os gregos se dirigiam quando queriam prestar homenagem ao seu principal Deus, era Olímpia. A cada quatro anos realizava-se um festival, cujo ponto máximo eram os célebres Jogos Olímpicos. Havia na cidade um altar a Zeus, feito não de pedra, mas sim de cinzas, obtidas a partir dos restos de sacrifícios de animais brancos realizados ali em sua homenagem ao longo de séculos. Embora não houvesse um culto padrão em sua honra, Zeus era sagradamente venerado em vários festivais espalhados por cidades e vilarejos como o Rei dos Deuses e Homens.

Salvas a Zeus!

Imagem: Art by Boris Vellejo

http://vallejo.ural.net/

Lunantshees – Festividades a Faerie Sidhe.

9b331d09efc21b129a356afda1ee83ac

Hoje o dia é reservado para homenagear as fadas, um elemento importante na maior parte do folclore e da mitologia da Irlanda. Acredita-se que as fadas são descendentes dos nossos ancestrais do período Neolítico, que viviam em contato direto com a terra e eram pessoas capazes de rapidamente se esconderem dos inimigos. Essa capacidade, combinada com a maneira de falar e o comportamento esquivo, convenceu as pessoas de que eles eram dotados de mudanças mágicas, da fórmula da invisibilidade.

Na Irlanda, assim como em outras partes do mundo, há muitos lugares cercados por uma aura misteriosa de magia, não facilmente perceptível ao humano menos sensível. Escondidos entre os galhos de uma árvore majestosa ou entre a água cristalina de uma pequena cachoeira e trilhas estreitas através das folhas na floresta, existem espaços onde as coisas invisíveis são reveladas e de repente, onde o tempo é infinitamente possível e onde não há limites para a admiração e fé, as fadas habitam junto a gnomos e duendes. Seres luminosos que geralmente gostam de organizar festas.

Durante as noites quentes de verão realizam jogos maravilhosos na floresta a luz do luar. Em algumas noites especiais, quando a lua cheia ilumina a escuridão com uma luz dourada é mais fácil ver os lugares habitados pelas fadas, pois se você olhar de perto e com atenção, sentirá doces sensações que só a natureza pode oferecer e poderá ver na escuridão da noite o brilho miríade de luzes cintilantes.

O termo Fada deriva de Fata “faunoe ou fatuoe”, que significa criatura selvagem. Vivendo no mundo natural esses seres sobrenaturais são dotados de poderes mágicos, como por exemplo mudar a aparência e parecerem outros seres. Eles são as figuras mais populares do “fiabbesco” e gostam de se mostrar como pessoas bonitas, muitas vezes traiçoeiras, de estatura pequena ou normal, com cores muito peculiares: verde, roxo, azul, etc.

Sidhe literalmente significa “monte” ou “colina” e uma vez que as pessoas Dannan (um grupo de personagens na mitologia irlandesa e escocesa que foram o quinto grupo de habitantes da Irlanda) estão associadas com os montes, machos castrados e mamoas, elas facilmente se tornaram conhecidas como o Povo da Sidhe. Sua associação com o vento veio da crença de que sempre havia a presença de um Danann em um redemoinho “sidhe gaoithe”, literalmente um “impulso do vento”. Portanto o nome comumente conhecido de “fada”, ganhou notoriedade pela falta de vontade das pessoas para chamar um Sidhe ou o folclórico Danann pelo seu nome, devido a ser considerado de má sorte.

Todos os Sidhe foram associados com muitas habilidades sobrenaturais. Acredita-se que vivem lado a lado com o mundo humano, com interações tanto benéficas quanto prejudiciais. As Fadas por exemplo, terminaram temidas de estarem interessadas em roubar as pessoas, especialmente os bebês de mães novas e se alguém ficava doente, esse alguém poderia ser acusado de ser um “changeling”, alguém deixado pela Sidhe no lugar do indivíduo original saudável. Entretanto, as Fadas também foram reconhecidas por ajudarem os pobres, fazendo tarefas paralelas que ajudavam as pessoas a conseguirem dinheiro com seus talentos, fazendo com que elas nem sempre fossem consideradas diabólicas.

As fadas muitas vezes dançam e deixam círculos na grama, que quando são percebidos são chamados de “anéis de fada”, muitas vezes considerados como perigosos feitiços para um transeunte. Há também o encantamento alucinógeno através de uma música que pode levar a pessoa para um “anel de fada”, onde haverá uma comida, bebida ou o beijo de uma fada que possivelmente o convencerá ao cativeiro eterno no mundo das fadas. Caso alguém pise em um anel de fada se tornará capaz de ver as fadas, mas será obrigado a se unir à elas em sua empreitada selvagem. A dança hipnótica delas, que parece durar apenas alguns minutos ou até mesmo uma ou duas horas ou mesmo uma noite inteira, na verdade tem a duração normal de sete anos pelo nosso tempo e às vezes mais.

Por tanto em respeito ao poder das fadas, hoje celebra-se Lunantshees, onde oferendas como bolos de frutas secas, pães, vinho, frutas, flores, música e muitas danças são oferecidas em busca de um convívio pacífico e harmonioso com esses admiráveis e poderosos seres mágicos.

Luz em sua celebração!

Imagem: Digital Art by Gpzang.

http://blog.naver.com/web18

Festival de Mania.

317078

Na mitologia romana, os Manes eram as almas dos entes queridos falecidos. A sua veneração está relacionada com o culto aos antepassados. Como espíritos menores, estavam também relacionados com os Lares, os Genii e com os Di Penates. No entanto, eram também honrados durante a celebração Parentalia e Feralia, em Fevereiro.

Os Manes eram ainda chamados de Di Manes (Di significa “Deuses”). Os túmulos romanos incluem, muitas vezes, as letras D.M., como abreviatura de Dis Manibus, ou dedicado aos Deuses-Manes”.

Cada membro da família tinha um génio, um espírito protetor ou anjo da guarda. Era dever dos membros da família honrar todos esses espíritos com orações, libações e sacrifício de alimentos.

Como era típico em Roma, a relação era mutuamente benéfica: o cumprimento dos rituais, deixava os espíritos satisfeitos, assegurando que não acontecesse nenhuma desgraça, assegurando prosperidade e saúde; Entretanto, se os homens se esquecessem da sua parte, os espíritos iriam vingar-se.

Todo o lar deveria ter um pequeno altar para os Manes ou uma estátua dedicada ao génio. Em determinados locais, existiam também pequenos altares onde poderiam ser efetuadas oferendas (em encruzilhadas, no campo, etc.)

Atualmente, em várias tradições religiosas é mais comum se fazer pedidos à esses espíritos mais próximos dos homens do que às Divindades.

Luz em sua celebração!

Imagem: From Journeying to the Goddess.

https://journeyingtothegoddess.wordpress.com/category/goddess-spirituality/page/3/

Noite de Hécate.

6898ed35574627-56fd3a1423226

Descendente dos Titãs, Hécate não tem um mito próprio e foi uma das divindades mais ignoradas da mitologia grega, mencionada apenas em outros mitos, tal como o mito de Perséfone e Deméter. Hécate é Deusa dos caminhos e seu poder de olhar para três direções ao mesmo tempo sugere que algo no passado pode interferir no presente e prejudicar planos futuros.

A Deusa grega nos lembra da importância da mudança, ajudando-nos a libertar do passado, especialmente do que atrapalha nosso crescimento e evolução, para aceitar as mudanças e transições. Às vezes ela nos pede para deixar o que é familiar e seguro para viajarmos para os lugares assustadores da alma. Novos começos, seja espiritual ou mundano, nem sempre são fáceis mas Hécate está lá para apoiar e mostrar o caminho.

Ela empresta sua clarividência para vermos o que está profundamente esquecido ou até mesmo escondido de nós mesmos, ajudando a encontrarmos e escolhermos um caminho na vida. Com suas tochas, ela nos guia e pode nos levar a ver as coisas de forma diferente, inclusive vermos a nós mesmos, ajudando-nos a encontrar uma maior compreensão de nós mesmos e dos outros.

Hécate nos ensina a sermos justos e tolerantes com aqueles que são diferentes e com aqueles que tem menos sorte, mas ela não é demasiadamente vulnerável, pois Hecate dispensa justiça cega e de forma igual. Apesar de seu nome significar “a distante”, Hécate está presente nos momentos de necessidade. Quando liberamos o passado e o que nos é familiar, Hécate nos ajuda a encontrar um novo caminho através de novos começos, apesar da confusão das ideias, da flutuação dos nossos humores e às incertezas quando enfrentamos as inevitáveis mudanças de vida.

A poderosa Deusa possuía todos aspectos e qualidades femininos, tendo sob seu controle as forças secretas da natureza. Considerada a patrona das sacerdotisas, Deusa das feiticeiras e senhora das encruzilhadas, Hécate transita pelos três reinos (inferno, terra e mar) onde tudo conhece mas nenhum domina. Os três reinos são posses de Deuses masculinos (Zeus, Poseidon e Hades) mas ela está além da posse ou do ego, ela é a sábia, a anciã. A senhora do visível e do invisível, aguarda na encruzilhada e observa: o passado, o presente e o futuro. Ela não se precipita, aguarda o tempo que for preciso até uma direção ser tomada. Ela não escolhe a direção, nós escolhemos. Ela oferece apenas a sua sabedoria e profunda visão, acima das ilusões.

Os gregos sempre viam Hécate como uma jovem donzela. Acompanhada frequentemente em suas viagens por uma coruja, símbolo da sabedoria, a ela se atribuía a invenção da magia e da feitiçaria, tendo sido incorporada à família das Deusas feiticeiras. Dizia-se que Medéia seria a sacerdotisa de Hécate. Ela praticava a bruxaria para manipular com destreza ervas mágicas, venenos e ainda para poder deter o curso dos rios e comprovar as trajetórias da lua e das estrelas.

Como Deusa dos encantamentos, acreditava-se que Hécate vagava à noite pela Terra, sempre acompanhada por seus espíritos e fantasmas. Suas lendas contam que ela passava pela Terra ao pôr do Sol, para recolher os mortos daquele dia. Como feiticeira, não podia ser vista e sua presença era anunciada apenas pelos latidos dos cães. Na verdade, as imagens horrendas e chocantes são projeções dos medos inconscientes masculinos perante os poderes da Deusa, protetora da independência feminina, defensora contra a violência e opressão das mulheres, regente dos seus rituais de proteção, transformação e afirmação.

Em função dessas memórias de repressão e dos medos impregnados no inconsciente coletivo, o contato com a Deusa escura pode ser atemorizador por acessar a programação negativa que associa escuridão com mal, perigo e morte. Para resgatar as qualidades regeneradoras, fortalecedoras e curadoras de Hécate precisamos reconhecer que as imagens distorcidas não são reais nem verdadeiras. Elas foram incutidas pela proibição de mergulhar no nosso inconsciente, descobrir e usar nosso verdadeiro poder.

Para receber seus dons visionários, criativos ou proféticos, precisamos mergulhar nas profundezas do nosso mundo interior, encarar o reflexo da Deusa escura dentro de nós, honrando seu poder e lhe entregando a guarda do nosso inconsciente. Ao reconhecermos e integrarmos sua presença em nós, ela irá nos guiar. Porém, devemos sacrificar ou deixar morrer o velho, encarar e superar medos e limitações. Somente assim poderemos flutuar sobre as escuras e revoltas águas dos nossos conflitos e lembranças dolorosas e assim, emergir para o novo.

A conexão com Hécate representa um valioso meio para acessar a intuição e o conhecimento, aceitar a passagem inexorável do tempo e transmutar nossos medos perante o envelhecimento e a morte. Hécate nos ensina que o caminho que leva à visão sagrada e que inspira a renovação, passa pela escuridão, o desapego e a transmutação. Ela detém a chave que abre a porta dos mistérios e do lado oculto da psique. Sua tocha ilumina tanto as riquezas, quanto os terrores do inconsciente, que precisam ser reconhecidos e transmutados. Ela nos conduz pela escuridão e nos revela o caminho da renovação.

As Moiras teciam, mediam e cortavam o fio da vida dos mortais, mas Hécate podia intervir nos fios do destino. Muitas vezes foi representada com uma foice ou punhal para cortar as ligações com o mundo dos vivos. O cipreste está associado à imortalidade, atemporalidade e eterna juventude. Sendo a morte encarada como passagem transformadora e não o fim assustador e definitivo, essa significação tem origem na própria terra que dá vida, dá a morte e transforma os frutos em novas sementes que irão renascer.

Salve Hécate!

Imagem: Fotografia de Beatriz Mariano.

http://canvas.pantone.com/gallery/35574627/HECATE-Goddess-Of-The-Crossroads