Viva o agora!

Respirem e sintam a energia que impulsiona o nosso dia, percebendo a dádiva que é estarmos vivos e podermos desfrutar da vida fazendo escolhas, desenvolvendo sentimentos e adquirindo experiências. Lembrem que o tempo é especial e que cada dia é fundamental em nosso destino de uma maneira única e divinamente mágica.

Rodrigo Ozório
Coach Espiritual
+55 84 99621 5601

Cada coisa no seu tempo.

Somos educados a escolher o que queremos conquistar mesmo inseguros devido à falta de clareza de nossos verdadeiros desejos, o que proporciona uma atitude geralmente ansiosa e precipitada que poderia ser evitada, mediante uma análise interior e o descobrimento de nossos dons e satisfações. Lembrem que o tempo para o autoconhecimento é individualmente pertinente ao destino e condição de amadurecimento.

Rodrigo Ozório
Coach Espiritual
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O poder da introspecção.

A introspecção favorece ao autoconhecimento e possibilita que analisemos nosso comportamento e descubramos nossos sentimentos ocultos. Lembrem que em tudo há uma razão específica em nosso destino e que apenas confiando em nossa capacidade de adaptação poderemos avançar e transformar as situações ou correremos o perigo de cairmos na estagnação.

Rodrigo Ozório
Coach Espiritual
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Conecte-se ao seu mundo interior!

Assim como somos capazes de perceber o mundo exterior com suas cores, suas formas, suas proporções, suas texturas e de maneira até inconsciente analisamos sua importância em nosso caminho para estabelecermos uma conexão. Também somos dotados da capacidade de identificar nosso mundo interior com suas transformações sobre nossa origem, ancestrais, energia, emoção, pensamento e podemos compreender a importância de nosso destino e nos conscientizarmos de nossa conexão com o divino.

Rodrigo Ozório
Coach Espiritual
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O poder histórico de ser Mulher.

Historicamente a mulher é o ser divino e superior da raça humana, uma espécie de sacerdotisa que representa a Deusa Mãe geradora de tudo. No início da pré-história não havia a compreensão da importância do homem para a fecundação, acreditava-se que a mulher magicamente concebia outro ser para o desenvolvimento do grupo. Esse ato era fundamental para a perpetuidade da raça e portanto a mulher era respeitada como um ser supremo. Esse conceito naturalmente influenciou a concepção da representatividade social da mulher, definindo um contexto matricêntrico em que embora ela não dominasse o grupo, todos estavam centrados nela devido a fertilidade. Os filhos apenas tinham mães e a mulher era digna de devoção e gratidão, desempenhando um papel ativo em várias atribuições como processamento da caça, coleta de folhagens, frutos e raízes, atividades artesanais, fabricação de armas, etc. A partir do descobrimento da importância do homem na reprodução humana, surge a noção de propriedade privada. Esta descoberta transforma a representação social da mulher, que passa a ser pressionada para definir a paternidade dos filhos e assim garantir o direito do homem sobre aquele nascimento, que posteriormente se tornaria o direito hierárquico ao patrimônio familiar numa sociedade imersa no comercio escambo e sedentarismo devido ao domínio da agricultura e surgimento da escrita.

Na idade antiga a escrita e educação transformam a sociedade e o homem começa a governar com a criação do Estado, estabelecendo leis e regras para serem cumpridas pela sociedade. É nesse período que as principais religiões do mundo tiveram origem, como o cristianismo, budismo, judaísmo e confucionismo. A filosofia grega atingiu seu ápice com as ideias de Sócrates, Platão e Aristóteles e os campos da matemática, história e astronomia também tiveram grandes avanços teóricos. Ofuscadas pelo poder do Estado e a consolidação da ideologia sexista, as mulheres tiveram sua sexualidade classificada entre prostitutas e esposas. As prostitutas tinham o dever de manter as futuras esposas puras, servindo a qualquer homem que lhe pagasse ou qualquer homem com quem tivesse dívidas pendentes. As esposas tinham o dever de satisfazer seu homem, mesmo sabendo que este também poderia se relacionar com prostitutas, deveria cuidar da casa e dos filhos, trazer uma boa e longa linhagem de filhos ao seu marido, cuidar da roupa, bordar, tecer e cozinhar. Toda mulher era apenas sustentada pelo seu marido, por esse motivo, quando o homem morria antes da mulher, ela necessariamente virava prostituta para poder se sustentar. O machismo arbitrário desse período, não permitia que a mulher participasse nem da política nem das decisões públicas, tornando assim, àquela mulher Deusa e Sábia da era primitiva em uma Serva Adestrada para o benefício do homem. Ainda assim, mesmo com toda uma filosofia de vida contrária, a resiliência e força do poder feminino foram manifestadas em milhares de mulheres que diariamente enfrentavam este cotidiano misógino. Até hoje, nomes como a bela e transgressora Helena de Tróia, a cortesã e sacerdotisa pagã Phryne, a rainha monoteísta Nefertiti e a grande governante do Egito Cleópatra são lembrados.

No começo da idade média a mulher ainda estigmatizada, desempenhava ativamente várias funções. Filha, esposa e mãe se misturavam ao trabalho cotidiano na agricultura e comércio, numa sociedade agora feudalista e tendencialmente patriarcal. Socialmente foi o tempo das mulheres serem obrigadas a circularem exclusivamente na casa paterna, marital ou convento. Embora ainda fosse proibido o acesso ao estudo, algumas conseguiam aprender a ler e escrever. A consolidação do Judaísmo, onde Eva é a pecadora que não resiste ao fruto proibido e do Cristianismo, onde Maria é símbolo de pureza e fé inabalável, arbitraram um papel ainda mais secundário e submisso para a mulher. Aquela que antes havia sido reverenciada como Deusa Mãe, agora era inferiorizada e dominada sob a hipócrita justificativa de ser para o bem espiritual e monetário da família de Deus Pai. Assim, as antigas sacerdotisas da pré-história e guerreiras amazonas das civilizações ancestrais, foram confinadas aos lares e controladas pela ideologia do pecado e inferno, sentenciadas pela consolidação do discurso misógino. O renascimento trouxe o esplendor da vida espiritual, mas restringiu o acesso da mulher à cultura, arte e ciências permitidas apenas ao homem. No entanto, surgem as mulheres mártires que se negam à submissão e restrição de suas habilidades, rompendo as barreiras do patriarcado mesmo que camufladas em pseudônimos masculinos ou discriminadas como Bruxas e filhas do demônio. Mesmo que inúmeras mulheres firmes e resistentes tenham sido derrotadas pela tortura e chantajem ou pela sentença de morte, algumas conseguiram romper a barreira do ostracismo e serem lembradas como a poderosa e influente rainha consorte da França Leonor da Aquitânia, a analfabeta que ditava cartas e obras teológicas e espirituais Catariana de Siena, a heroína e Santa Padroeira da França Joana D’arc, a grande patrona das artes e política Catarina de Médici, a grande rainha solteira da Inglaterra Elizabeth I, a governante portuguesa da capitania de São Vicente no Brasil Ana Pimentel, a guerreira e brava defensora do quilombo no Brasil Dandara, entre tantas outras.

A idade moderna foi marcada pela transição do período feudal, onde um senhor de engenho controla toda a produção agrícola empregando pequenos camponeses, ao capitalismo, onde os mercadores compram produtos de artesãos para vender por preços elevados aos consumidores. A queda de Constantinopla e a Revolução Francesa trouxeram novos prismas para o pensamento político, econômico, filosófico e religioso da época. Foi a partir daí que a mulher começou a reconquistar o seu lugar na sociedade, tendo acesso à cultura e a arte, mas isso só aconteceu após muitas lutas. As mulheres da aristocracia administravam os serviços da casa e conquistaram o direito de discutir com o seu marido assuntos como literatura e filosofia, mas só podiam casar com alguém do mesmo grupo social. As mulheres da burguesia desempenhavam um papel fundamental na economia familiar, ajudando o marido nos negócios, empregando-se no serviço doméstico ou em oficinas têxteis. As cortesãs agora eram as amantes dos ricos e poderosos nobres que lhes providenciavam bem-estar, luxo e com isso podiam frequentar as cortes em troca da sua companhia e seus favores. As mulheres do estrato mais desfavorecido se dedicavam aos trabalhos domésticos ou agrícolas para algum patrão, que pudesse abriga-las e ser seu responsável até que elas mudassem de emprego, casassem ou voltassem para a casa dos pais. No entanto, com o aumento da pobreza, a expulsão dos camponeses das suas terras e a grande quantidade de mulheres sem meios para casar, aumentou o número de prostitutas pobres, uma vez que a prostituição aparentava oferecer muitas oportunidades, como a libertação de trabalhos exaustivos, o amor livre e a possibilidade de juntar dinheiro. Devido à necessidade constante de virgens para satisfazer os desejos dos clientes mais ricos, muitas meninas a partir dos 11 anos seguiam por esses caminhos. A brutal desigualdade social fragmentou o destino das mulheres, numa sociedade machista que duvidava inclusive da capacidade intelectual dessas antigas guerreiras. Entre muitas mulheres importantes dessa época ecoam nomes como a brava pirata da Irlanda Anne Bonny, a cientista, matemática e física da França Émilie du Châtelet, a grande imperatriz da Rússia Catarina II, a escrava que se fez rainha no Brasil Chica da Silva, a escritora britânica Mary Wollstonecraft, etc.

Todas essas fantásticas mulheres impulsionaram o desenvolvimento de uma consciência ativa que se manifestaria na idade contemporânea. O amadurecimento das ideias iluministas disseminadas pela Revolução Francesa contribuiu para o progresso científico na busca de novos conhecimentos para entender o homem e a sociedade. O início de nossa atual época foi marcado por acontecimentos que foram responsáveis pelas maiores catástrofes já registradas na História, como a Primeira e Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria, a criação da bomba atômica, as guerras de Independência de nações, etc. Também foi o período em que o homem buscou novas alternativas para a convivência social, como o sistema comunista e até a reivindicação pela quebra de Estado disseminado pelos anarquistas. Nesta era, as nações mais ricas tornaram-se detentoras das decisões mundiais, como os Estados Unidos e o continente europeu em meio a um capitalismo que se consolidava como hegemonia no sistema político e econômico do mundo. Nesse cenário a mulher foi sem dúvida, uma mão de obra mais barata explorada pela indústria crescente. A razão estava no conceito de que a mulher era biologicamente contemplada com habilidades de forno e fogão. A rainha do lar se consolida não apenas como estereótipo de filmes hollywoodianos, mas na educação. Existiam diferenças nos currículos das escolas femininas e masculinas; as meninas aprendiam corte e costura e poderiam ser no máximo professoras. O magistério seria então, o limite para as ambições profissionais das mulheres. O movimento feminista e a pílula anticoncepcional permitiram à mulher o controle sobre seu corpo e num mundo pré-AIDS, o amor livre tornou-se uma prática libertadora. Inicialmente nos EUA e Europa, as revolucionárias não apenas queimaram roupas íntimas como também se inseriram nos circuitos culturais das universidades. A partir desses debates, se iniciou uma revolução dentro dos setores das ciências humanas. Áreas como filosofia, sociologia e história criaram departamentos exclusivos para discussões sobre as questões de gênero. Assim, o feminismo revolucionário passou das fogueiras de sutiãs e das passeatas, às cadeiras das universidades com os estudos de gênero. Assim as mulheres entraram maciçamente no mercado de trabalho e voltaram a proclamar o direito à cidadania, denunciando as múltiplas formas da dominação patriarcal. O dia 8 de março é resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres, principalmente nos EUA e Europa, por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX. Em 8 de março de 1857, trabalhadores de uma indústria têxtil de Nova Iorque fizerem greve por melhores condições de trabalho e igualdades de direitos trabalhistas para as mulheres. O movimento foi reprimido com violência pela polícia. Em 8 de março de 1908, trabalhadoras do comércio de agulhas de Nova Iorque, fizeram uma manifestação para lembrar o movimento de 1857 e exigir o voto feminino e fim do trabalho infantil. Este movimento também foi reprimido pela polícia. No dia 25 de março de 1911, cerca de 145 trabalhadores, maioria mulheres, morreram queimados num incêndio numa fábrica de tecidos em Nova Iorque. As mortes ocorreram em função das precárias condições de segurança no local. Como reação, o fato trágico provocou várias mudanças nas leis trabalhistas e de segurança de trabalho, gerando melhores condições para os trabalhadores norte-americanos. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem ao movimento pelos direitos das mulheres e como forma de obter apoio internacional para luta em favor do direito de voto para as mulheres. No entanto, somente no ano de 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, foi que a ONU (Organização das Nações Unidas) passou a celebrar o Dia Internacional da Mulher em 8 de março.

No Brasil as mudanças vieram a partir da liderança e luta de inúmeras mulheres, entre elas é importante relembrar a paulista Patrícia Rehder Galvão, escritora, poeta, diretora de teatro, tradutora, desenhista, cartunista, jornalista e militante do Partido Comunista que defendia a participação ativa da mulher na sociedade e na política, sendo a primeira brasileira do século 20 a ser presa política; a paulista e deputada federal Bertha Maria Julia Lutz, fundadora da Federação do Progresso Feminino que lutava pelo direito ao voto e pelo direito da mulher trabalhar sem o consentimento do marido, além de defender mudanças na legislação trabalhista com relação ao trabalho feminino e infantil e até mesmo a igualdade salarial; A natalense Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, educadora, escritora e poetisa brasileira, considerada a primeira mulher a romper os limites entre os espaços públicos e privados, publicando textos em jornais em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos; Outro grande avanço, sob muitos aspectos, foi a Lei do Divórcio. Antes da promulgação desta lei, não havia nada mais depreciativo para uma mulher do que ser desquitada. Ela não precisaria mais virar prostituta como na era moderna, mas socialmente a mulher separada era mal vista, considerada uma péssima companhia, culpada por não ter conseguido manter o casamento. Outros temas também eram considerados subversivos, tais como orgasmo, aborto, câncer de mama e a importância do autoexame. Assim, iniciou-se um movimento de recusa radical dos padrões sexuais e do modelo de feminilidade vigente. Mais do que nunca, as feministas questionaram o conceito de mulher que as afirmavam enquanto sombra do homem e que lhes dava o direito à existência apenas como apêndice de uma relação, no público ou no privado. A arte também teve participação nesse processo. O Movimento Tropicalista por exemplo, cantava o amor livre e Chico Buarque cantava a separação. Leila Diniz teve importante papel na história do movimento feminista, pois ainda que não engajada, colaborou com suas atitudes e com suas palavras, quando em uma época de repressão sexual declarou: “Transo de manhã, de tarde e de noite” e mais: “Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para a cama com outra. Já aconteceu comigo”. Sem dúvida, são muitas as conquistas em todos os campos da vida social ao longo das últimas décadas do século XX, especialmente no que se refere à aceitação das mulheres no mercado de trabalho e ao seu reconhecimento profissional. No entanto, não podemos esquecer também da violência contra a mulher, realidade velada e considerada insignificante durante vários períodos históricos, que finalmente começa a ser observada de forma mais relevante a partir da história da cearense Maria da Penha Maia, a biofamacêutica agredida pelo marido, que tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez, atirou contra ela que ficou paraplégica. Na segunda, tentou eletrocutá-la. Após as tentativas de homicídio, ela começou a atuar em movimentos sociais contra violência e impunidade. Hoje é coordenadora de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV) no seu estado. O caso dela sensibilizou a nação e serviu de incentivo para que no dia 7 de agosto de 2006 fosse sancionada a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher chamada Maria da Penha em sua homenagem.

No entanto, não há como negar o fato de que todas as conquistas arduamente ganhas ao longo dessas últimas décadas não são suficientes e não estão consolidadas ainda. Ao contrário, são continuamente ameaçadas por pressões machistas, pelo mercado de consumo e pelo conservadorismo reincidente desenfreado. Portanto, neste dia 8 de março de 2018 em pleno século XXI, faz-se importante que todas vocês mulheres contemporâneas, herdeiras dessa ancestralidade de guerreiras e deusas, imperatrizes e rainhas, governantes e militantes, escravas e trabalhadoras, mães e filhas, concentrem sua atenção na qualidade de vida que levam, conscientizem-se e nunca esqueçam a importância dessas mulheres da história que lutaram e deram suas vidas para defenderem o simples direito de ser Mulher. Vocês tem a missão de honrarem seus nomes, suas lutas e conquistas no cotidiano que vivem hoje. Cada dia que passa é uma nova oportunidade para avançar e seguir conquistando a respeitabilidade e representatividade social que desde os primórdios da existência humana lhes pertence. Sejam valetes, sejam solidárias umas com as outras, sejam unidas em defesa dos avanços conquistados e sobretudo na luta por mais mudanças. Vocês tem o futuro das mulheres em suas mãos, cada atitude, conquista e discursos que proferem tem o poder de construir o panorama da mulher do próximo milênio. Sejam responsáveis consigo e generosas com as próximas, pois elas definiram a história que vocês constroem hoje. Tenham um Feliz Dia Internacional das Mulheres!

Rodrigo Ozório
Coach Espiritual
+55 84 99621 5601

 

Sua vida parece insatisfatória ou sem propósito?

Muitas vezes esse antigo dilema ganha força em nossa vida, devido a várias circunstâncias que enfrentamos nesse cotidiano repetitivo e competitivo que exige que sejamos produtivos para nos sentirmos valorizados. Mesmo com todas as conquistas que somos capazes de obter, recorrentemente somos acometidos com uma sensação desconfortável de despropósito e insatisfação. É uma espécie de sintoma que vibra em nossa percepção e que se não tomamos conta dele, pode se alastrar e dominar nossas emoções por completo.

O capitalismo que vivemos exige que repetidamente comprovemos nossa criatividade e capacidade de superação. É um bombardeio tão frenético de exigências e expectativas que assolam nossa autoconfiança e estabilidade emocional, que talvez apenas um guerreiro mitológico fosse capaz de enfrentar e sair ileso do combate. As sequelas são imensuráveis e se alastram como ervas daninhas que vão tomando conta das nossas emoções sem que percebamos, até que de repente nos percebemos inseguros e cansados.

Todo esse martírio pode ser evitado se despertarmos nossa consciência para o que é primordial em nossa existência: estarmos vivos e nos sentirmos bem! Nisso se resume o propósito de toda vida no planeta e até no cosmo. Refletindo mais profundamente nesse propósito, percebemos que já existem desafios cotidianos suficientes, como o equilíbrio da saúde, o envelhecer e a disputa com o mais forte. São aspectos naturais que a lei da vida nos condiciona e que ignorantemente insistimos em negligenciar, quando nos impomos que a aquisição de um imóvel, a estabilidade financeira e até nosso estado civil são metas condicionantes para uma vida plena e satisfatória. Até parece que um imóvel é capaz de nos proteger da morte, que um casamento condiciona nossa reprodução ou que o dinheiro garante nossa saúde.

O pior é quando montamos na espiritualidade para sugerir essas conquistas frívolas do cotidiano, alucinadamente esquecendo que a existência do mundo espiritual ou energético, nos possibilita compreender que nossa vida não se resume ao fato de podermos produzir, conquistar ou evoluir, o ensinamento primordial é de que existimos e somos capazes de irmos além do mundo material. Essa perspectiva de conquista e ganância se dilui no vasto mar da sutilidade energética, onde somos parte uma grande massa magnética que compreende o cosmo e portanto, é independente ao nosso estado de consciência. Nesse mar o importante é nossa vibração e a direção que ela nos conduz no contexto total da exigência cósmica.

Essa insignificância existencial esmaga nosso ego com tremenda violência e nos deixa fadados a buscar coisas, circunstâncias e crenças que nos amparem nesse constante vazio desproposital, que esconde nossa função coletiva e aprisiona nossa percepção de poder. É um estado de embriaguez lúcida, em que a realidade fica limitada ao que nossos sentidos básicos permitem ser acessado e nossa consciência permite catalogar. No entanto, há mais… muito mais! Porém, é mais do que podemos compreender, interferir ou controlar. É algo que apenas precisamos permitir e confiar, pois como uma inteligência superior, nos conduz ao triunfo maior, o triunfo de ser parte de um todo imensurável onde tudo faz sentido e tem um propósito.

Rodrigo Ozório
Coach Espiritual
+55 84 99621 5601